quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019
terça-feira, 26 de fevereiro de 2019
Dignidade humana.
Hoje não vamos falar sobre empreendedorismo,tecnologia,marketing e afins.Vamos falar de conscientização,mudanças,valor da pessoa humana,vamos refletir...
A mídia todos os dias mostra a situação da Venezuela...que triste realidade e, porque não dizer cruel,a população venezuelana está vivendo.Isso me trouxe à reflexão sobre a dignidade humana.
"Reconhecer e defender a dignidade intrínseca da pessoa humana tem uma série de consequências muito práticas".Quando li este artigo o considerei muito propício para o momento e compartilho.
"O preâmbulo da Declaração Universal dos Direitos do Homem afirma que “o reconhecimento da dignidade inerente e dos direitos iguais e inalienáveis de todos os membros da família humana é o fundamento da liberdade, justiça e paz no mundo”. Uma afirmação sem dúvida bela e verdadeira, mas um tanto abstrata. Reconhecer e defender a dignidade intrínseca da pessoa humana tem também uma série de consequências muito práticas."
"A primeira delas é a de ter uma atitude positiva diante do surgimento de cada nova vida humana. Cada novo homem representa um novo tesouro para a sociedade, com todos os seus potenciais e mistérios. Daí que uma atitude a priori antinatalista deva ser sempre ser vista com reserva. Mas não é verdade que, de uma forma mais sutil, a sociedade está se impregnando de uma mentalidade assim? A ideia da abertura à vida não é vista com cada vez mais hesitação generalizada? Que um casal, analisando suas circunstâncias particulares, veja a necessidade de limitar o tamanho de sua família, é perfeitamente compreensível. Que haja preocupações em relação aos perigos que rondam o desenvolvimento de uma criança ou adolescente, não há surpresa. Mas, quando a noção do “filho como um ônus”, ou pelo menos como um bem, mas muito trabalhoso, permeia toda uma sociedade ou pelo menos um estrato dela e se torna o senso comum, de modo que a prática e o discurso predominantes sejam o da limitação da família a uma ou no máximo duas crianças, há algo profundamente equivocado. Se valorizamos cada indivíduo pelo que é, o surgimento de novos seres humanos não deveria ser saudado com uma alegria que supera o eventual trabalho que seu cuidado exige? Não se trata, aqui, de negar a realidade: filhos exigem dedicação e sacrifício. Mas não é assim com tantos outros projetos, como concluir um curso ou gerir uma empresa? E não é verdade que, por mais trabalho que deem, os empresários tendem a desejar expandir os seus empreendimentos, ou abrir novos? Ora, um novo ser humano vale muito mais que qualquer diploma ou balanço no azul."
"E, se existe uma exacerbação do antinatalismo que se refere à espécie humana como um todo, há outra manifestação perversa dessa mentalidade que dirige seus esforços contra certos indivíduos específicos: aqueles vistos por muitos como “inferiores” ou “imperfeitos”, seja por circunstâncias da natureza – como uma deficiência física ou mental –, seja por razões ideológicas, como fizeram tantos regimes que negaram a dignidade de determinados grupos étnicos, sociais ou religiosos, recorrendo até a esterilizações forçadas. Se estas barbaridades parecem coisa do passado, é fato que a eugenia mantém seu apelo quando se pretende negar o direito de viver àqueles que são diagnosticados, ainda no útero, com alguma condição que lhes impedirá de serem “perfeitos” segundo determinados padrões. Contra esse tipo de pensamento, é preciso afirmar, com o filósofo espanhol Tomás Melendo, que “diante de uns olhos que saibam apreciá-los, os infradotados manifestam, com maior claridade que os sujeitos normais, os autênticos títulos da insondável dignidade do ser humano”.
Outra consequência lógica do reconhecimento da dignidade intrínseca da pessoa humana e dos direitos e liberdades que daí decorrem é nossa responsabilidade para que o ambiente, em todas as suas facetas – econômica, social, cultural, moral – seja congruente com essa dignidade. É preciso combater incessantemente todas as situações que não são condizentes com o status especial do ser humano, e a miséria, em todas as dimensões, é talvez a pior delas. Por mais que a degradação material seja aquela que nos salta aos olhos quando percebemos uma situação de miséria, seus efeitos são ainda mais perversos, pois o miserável se vê privado das condições mínimas para sua realização como ser humano: a miséria lhe nega justamente as ferramentas para ser dono de seu destino, reduzindo-lhe a autonomia."
"A miséria material, no entanto, não é a única ameaça à dignidade humana. A miséria moral, observada quando uma comunidade já perdeu completamente a noção do certo e do errado, é tão ou mais grave quanto a miséria material. Ela cria as condições para que as pessoas tomem livremente atitudes que não condizem com sua dignidade ontológica – pois nem todo ato humano livre pode ser reconhecido como meritório ou justificável simplesmente por não prejudicar os direitos e liberdades alheios. O uso de drogas, por exemplo, pode ser incluído no rol das atividades degradantes, por seus efeitos amplamente conhecidos na saúde física e mental de seus usuários, e pelo dano que causa à própria liberdade humana ao retirar (ainda que temporariamente) a autonomia daqueles que a consomem. A pornografia e a prostituição são outros exemplos desse tipo de comportamento porque minam, lenta e inconscientemente, a autoestima e a noção do valor do próprio corpo, valor este que jamais pode ser auferido em termos monetários. Uma visão positiva do ser humano nos leva a procurar a superação de todas essas situações e a exaltar aquilo que temos de melhor: a capacidade de refletir sobre nós mesmos, de buscar o bem (o nosso, o daqueles que nos são próximos, o da sociedade como um todo), de amar.
E essa busca pelo bem só será possível em uma sociedade que respeite a autonomia e a liberdade, que ofereça as ferramentas para que todos tenham as condições de perseguir seus objetivos e sua realização. Isso inclui não apenas garantias fundamentais e princípios democráticos que precisam estar cristalizados no ordenamento jurídico de um país, mas uma organização da sociedade que faça da pessoa a grande protagonista de sua história.
Fonte: https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/nossas-conviccoes/o-alcance-da-nocao-de-dignidade-da-pessoa-humana-ejtuqdp2u0concfd68sq8fhuc/
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019
Vale a pena ser um empreendedor no Brasil?
Uma pesquisa do Instituto Data Popular realizada em 140 cidades do Brasil apontou que, entre as pessoas que manifestaram interesse em se tornar empreendedores, 78% já estão se preparando para abrir o próprio negócio, seja pesquisando a área de atuação, estudando ou guardando dinheiro para investir. Além disso, considerando todas as pessoas que querem ser donas do próprio negócio, 54% têm entre 18 e 35 anos, o que indica que os mais jovens continuam alimentando o sonho do empreendedorismo.
A possibilidade de ter mais liberdade e autonomia, deixar de ser empregado para se tornar patrão e, claro, o desejo pelo sucesso financeiro, são os principais fatores que estimulam os brasileiros a buscarem os seus objetivos como empreendedores. Entretanto, o Brasil tem passado por momentos de dificuldade nas esferas política e econômica, gerando muita instabilidade em ambos os aspectos e promovendo uma sensação de insegurança no que diz respeito a assumir riscos, principalmente no mundo dos negócios.
Logo, alguns brasileiros tendem a enxergar a situação como um dilema e se questionam se realmente vale a pena se tornar um empreendedor diante do atual cenário nacional. “Nosso país vive uma situação delicada. Mesmo mostrando alguns tímidos sinais de recuperação, nós sabemos que a realidade do Brasil é bastante complicada, ainda mais para quem tem altas expectativas como empreendedor”, comenta Marcelo Eskenazi, sócio da Gráfica Online Eskenazi , de São Paulo. Algumas reflexões, entretanto, podem auxiliar na tomada de decisão:
1) Entender o próprio perfil de empreendedor
“Conhece-te a ti mesmo”. O pensamento difundido pelo filósofo grego Sócrates há séculos fala sobre a importância do autoconhecimento, tão subestimado por alguns. Diante de tanta comunicação midiática e de grandes exemplos de empreendedorismo entre os próprios brasileiros, como Abílio Diniz, do Grupo Pão de Açúcar, e Carlos Wizard, da escola de idiomas Wizard, foi construído no imaginário de parte da população do país o ideal de que o êxito só é possível através do empreendedorismo.
É excelente que haja referenciais como esses grandes nomes, porque eles ajudam a estimular e a inspirar milhares de pessoas que possuem a mesma ambição. No entanto, antes de se arriscar no mundo dos negócios, o potencial empreendedor precisa se questionar se ele está escolhendo o caminho do empreendedorismo porque ele realmente o deseja, ou se as circunstâncias e pessoas ao seu redor é que o estão influenciando a tomar tal decisão.
2) Empreender é uma mudança de vida
A imagem que se vende do empreendedorismo é a do empresário que comanda seus próprios horários e prospera rapidamente. A realidade, no entanto, é um pouco mais dura. O empreendedor precisa ter força, determinação, foco e resiliência. Sem essas características, talvez ele não consiga lidar com a tomada de decisões difíceis, que influenciam não apenas a sua vida, mas a de seus possíveis funcionários. “Cada dia traz um novo desafio para um empreendedor, que precisa manter tudo funcionando para que nem os negócios nem as pessoas que dependem deles sejam prejudicados, mas a sensação de ver as coisas se encaixando compensa cada segundo de esforço”, acrescenta Eskenazi.
3) Esteja no lugar certo e na hora certa
O empreendedor não pode ter medo de ousar, mas deve ficar sempre atento para não assumir riscos desnecessários. Estatísticas mostram que, mesmo em período de crise econômica, os números do empreendedorismo no Brasil cresceram mais do que o esperado. Em parte porque muitas pessoas ficaram desempregadas e sem alternativas de renda, mas também porque os momentos de crise servem como estímulos para ampliar a visão e enxergar novas possibilidades.
Uma das principais qualidades de um empreendedor – se não a mais importante delas – é a sua capacidade de percepção em relação ao contexto em que ele está inserido. Dessa forma, ele é capaz de extrair algo positivo de cada situação, mesmo as mais desfavoráveis. Na pior das hipóteses, certamente ele terá aprendido boas lições.
Fonte:https://exame.abril.com.br
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019
Dicas para entrar no mundo do empreendedorismo
Por Thiago Pestana (sócio na Enéas Pestana & Associados)
Para ter sucesso, o empreendedor precisa ter muito mais que uma ótima ideia. É necessário planejamento, estudo e estratégia aliados a uma comunicação assertiva e a uma grande dose de persistência para conseguir inserir um novo produto no mercado.
A chave para colocar o seu produto nas gôndolas das grandes redes é realizar uma pesquisa preliminar bem estruturada e direcionada para conhecer o mercado em que você está entrando e, assim, entender quais são as oportunidades e onde elas estão.
Por isso, listo abaixo três passos fundamentais para quem está se preparando para entrar em um mundo bastante competitivo e que não sabe por onde começar:
Estudo e definição do público-alvo
Vá além do target e descubra as principais características e comportamentos do seu público. Com essas informações em mãos ficará mais fácil desenhar um planejamento de “Go to Market” mais assertivo.
Estratégias de venda e metas
Cada canal de venda exige uma certa dinâmica de produto (diferentes SKUs e volumes), precificação e promoção. Se concentre no canal que se adeque melhor ao seu tipo de produto e público-alvo, lembrando que o consumidor hoje não é fiel a um canal específico e está sempre em busca de praticidade, portanto, não abra mão de se fazer presente. A dica é criar um cronograma com metas objetivas para mensurar os seus reais avanços para cada região, canal e cliente.
Uma equipe sólida e que acredite na ideia
Você já deve ter ouvido que quem constrói a empresa são as pessoas, certo? Pois bem, essa ideia é fundamental no empreendedorismo. Forme uma equipe enxuta com pessoas dedicadas que possam se adaptar facilmente a novos ambientes e que se comunique muito bem.
Com um planejamento estruturado e um time alinhado, a expansão fica mais tangível e o empreendedor já consegue pensar em atingir um público maior por meio das grandes redes.
Monitore o que a sua concorrência oferece. Depois, se aproxime dos varejistas e demonstre a eles os seus diferenciais e como o seu produto pode alavancar as vendas. Quanto mais certeiras forem suas estratégias de marketing, mais facilmente você conseguirá chamar a atenção das principais redes.
Entenda que o empreendedorismo demanda paciência, pois o processo é árduo e os resultados são alcançados em longo prazo. Por isso, não pule etapas: acompanhe o seu setor e as coisas que acontecem ao seu redor e esteja preparado para adaptar o seu negócio às tendências do mercado.
O que eu posso lhe dizer é: se você encontrou uma ideia que o motiva, isso já é um passo imenso, mas seja realista, comece devagar e não arrisque tudo. Falhar é algo bastante comum e fará com que você cometa menos erros no futuro.
Fonte:https://portalnovarejo.com.br
terça-feira, 12 de fevereiro de 2019
O novo papel da China na economia mundial e como seu varejo virou plataforma para a inovação
Por André Faria, CEO da Bluesoft
Definitivamente, foi-se o tempo em que a China apenas “copiava” outros países, desenvolvendo produtos mais baratos e de baixa qualidade. A edição 2019 da NRF, a principal feira do varejo mundial, realizada em Nova Iorque, mostrou justamente o contrário. Os chineses ganharam respeito com inovações e cases que farão o país alcançar, em 2019, o topo de negócios no varejo mundial que hoje está a cargo dos norte-americanos. A previsão é do portal eMarketer,
As vendas na China devem atingir 5.636 trilhões trilhões, um crescimento de 7,5% em um ano, contra 5.529 trilhões dos Estados Unidos, que avançaria 3,3%. O crescimento do comércio na China é impulsionado pelas vendas digitais, que devem aumentar 30% em 2019. Nos Estados Unidos, esse índice deve ficar em 10,9%. Hoje, os chineses estabelecem tendências e vendem para o mundo inteiro, inclusive para o Brasil, onde plataformas como Alibaba, Wish, Asos, Gear Best e Tiny Deal se popularizaram. Trocando em miúdos, temos muito o que aprender com os asiáticos quando o assunto é varejo.
Segundo o CEO do Alibaba Group, J. Michael Evans, a maneira com que geralmente nos referimos ao Alibaba, dizendo que é a Amazon da China, está errada. O Alibaba é um marketplace e não um varejista. A companhia não compete com marcas, diferente da gigante americana, nem com as pequenas e médias empresas que usam o site.
Evans reforça que a China é um mercado enorme para se vender produtos de outros países. Há 300 milhões de pessoas na classe média e outros 300 milhões são esperados para se juntar a esse grupo nos próximos cinco anos. Por isso, vender na China produtos produzidos no exterior e expandir operações nos Estados Unidos e na Europa fazem parte da estratégia de globalização do Alibaba.
Os números do Alibaba são de admirar. São 600 milhões de consumidores e 10 milhões de PMEs na plataforma, 780 bilhões de dólares em vendas, 70 milhões de entregas por dia e 10 mil itens com entregas para os Estados Unidos diariamente. Mas as inovações não ficam somente no seu poderoso e-commerce. O grupo está cada vez mais próximo dos supermercados.
O Alibaba, com seu conceito de novo varejo, trouxe novidades surpreendentes. Os seus supermercados, chamados de Freshippo, mantém processos altamente tecnológicos de logística de separação de pedidos, um self-checkout inteligente que permite o pagamento via reconhecimento facial, etiquetas eletrônicas com QR Code que oferecem inúmeras informações ao cliente pelo celular, um restaurante dentro da loja que usa robôs para entregar e retirar os pratos, entre outras coisas.
Pagamentos e entregas
A JD Fashion, outra gigante chinesa, também é um ícone da inovação do varejo naquele país. Seu CEO, Harlan Bratcher, costuma ressaltar que a China é o país mais avançado do mundo no uso de pagamentos pelo celular. Por isso, considerando que a vasta maioria das transações é realizada digitalmente, desenvolveu-se uma parceria com o aplicativo WeChat, uma espécie de Whatsapp, já utilizado por 300 milhões de clientes ativos, que se beneficiam de 500 depósitos e 7 mil estações de entrega. Os pedidos levam, no máximo, 24 horas para serem entregues, com drones em algumas operações, além da rede manter sete lojas sem nenhum atendente e artigos de luxo que podem chegar à casa dos clientes em até 2 horas.
Enquanto muitos varejistas do restante do mundo enfrentam retração, o mercado chinês sofre um fenômeno de aquecimento ano após ano. E não deverá ser diferente em 2019, 2020, 2021. No primeiro semestre de 2018, o varejo chinês teve um aumento médio de 9% sobre o registrado em 2017, puxado especialmente pelo e-commerce, que representa 20% de todo o seu comércio, como aponta a pesquisa Trading Economics. No Brasil, esse percentual é de apenas 4%.
A busca de ganho operacional através de automação e robótica, com lojas sem atendentes e serviços inovadores, deve ser permanente no Brasil, onde a perspectiva de crescimento do varejo é gradativa e constante. Uma pesquisa da consultoria Deloitte com 826 empresas que somaram faturamento de R$ 2,8 trilhões em 2017, ou 43% do Produto Interno Bruto (PIB), aponta que 97% dos empresários pretende realizar algum investimento em 2019, o maior percentual da série histórica.
A confiança na retomada da economia, com o bom aproveitamento dessa janela de oportunidades, poderá ser um passaporte para transformar definitivamente o Brasil em um país mais moderno e cheio de oportunidades, a exemplo do que fez a China.
Fonte: https://portalnovarejo.com.br
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019
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